A incorporação de estudos turísticos ao Núcleo de Planejamento Estratégico de Transportes – PLANET, tornando-se PLANETT, é fruto do grande interesse no tratamento desta interface por parte de estudantes e professores do Programa de Engenharia de Transportes / PET ao longo dos últimos quinze anos.


Na prática, esse interesse tem se materializado através do número crescente de dissertações e teses defendidas (ou em andamento) no Programa, abordando diferentes aspectos da relação entre transportes e turismo. Nesse sentido pode ainda ser mencionado que vários ex-alunos (mestrado e doutorado) do PET já estão integrados ao grupo e contribuindo para o aprimoramento do PLANETT, desenvolvendo pesquisas e trabalhos sobre o tema. Alguns desses ex-alunos atuam no corpo docente de outras instituições de ensino no Brasil e no exterior, o que aumenta o potencial de desenvolvimento de atividades de forma colaborativa. Destaca-se finalmente a importância e conveniência para a Ciência e Tecnologia do país, da existência de centros de excelência dedicados ao Planejamento Prospectivo tanto de Transportes quanto de Turismo e suas inter-relações.

As razões principais que justificam essa iniciativa são as seguintes:

  • A demanda cada vez mais intensa por pesquisas e projetos na área de transportes e turismo que contribuam efetivamente para subsidiar a tomada de decisão com relação à incerteza do futuro;
  • A constatação de que a atividade de Planejamento exercida pelos órgãos públicos de transportes e turismo não tem sido ampla o suficiente, seja no nível municipal, estadual ou federal, para atender uma demanda não atendida por pesquisas e estudos prospectivos;
  • A necessidade de assegurar qualidade de vida para as comunidades urbanas com base no processo de planejamento de longo prazo que permita a seleção e a adoção de políticas públicas acertadas;
  • A constatação de que a integração necessária entre os diversos aspectos da atividade produtiva e de lazer das regiões urbanas – meio ambiente, uso e ocupação espacial, sistemas de transporte, estrutura social, desenvolvimento econômico, atividades turísticas e outros – só poderá ser realizada se ocorrer dentro de um processo efetivo de planejamento integrado e de longo prazo; e
  • O reconhecimento das incertezas do futuro, das limitações das abordagens tradicionais de planejamento na busca de soluções para os problemas de transporte e turismo, assumindo-se que o que vem ocorrendo na prática são soluções contingenciais e temporárias.