O Planett nasceu dentro do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes (PET-COPPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com a missão de atuar na integração dos setores de transporte e turismo.

Ao longo dos últimos quinze anos a incorporação de estudos turísticos ao Núcleo de Planejamento Estratégico de Transportes – PLANET, tornando-se PLANETT, é fruto do interesse e da descoberta de importantes gargalos no tratamento desta interface por parte de estudantes e professores.


Assim, a associação entre as atividades de ciência, tecnologia e inovação e o desenvolvimento econômico e social tem motivado uma revisão na agenda das políticas públicas para identificar áreas críticas para a geração de conhecimento e a formulação de estratégias de governança, modelos de desenvolvimento regional e incorporar novas tecnologias que melhoram o acesso e a conectividade entre os destinos.

Evolução

1997

2015

2019


Na prática, esse interesse tem se materializado através do número crescente de dissertações e teses defendidas (ou em andamento) no Programa, abordando diferentes aspectos da relação entre transportes e turismo. Nesse sentido pode ainda ser mencionado que vários ex-alunos (mestrado e doutorado) do PET já estão integrados ao grupo e contribuindo para o aprimoramento do PLANETT, desenvolvendo pesquisas e trabalhos sobre o tema. Alguns desses ex-alunos atuam no corpo docente de outras instituições de ensino no Brasil e no exterior, o que aumenta o potencial de desenvolvimento de atividades de forma colaborativa. Destaca-se finalmente a importância e conveniência para a Ciência e Tecnologia do país, da existência de centros de excelência dedicados ao Planejamento Prospectivo tanto de Transportes quanto de Turismo e suas inter-relações. 


As razões que justificam nossa existência são as seguintes:

  • A demanda cada vez mais intensa por pesquisas e projetos na área de transportes e turismo que contribuam efetivamente para subsidiar a tomada de decisão com relação à incerteza do futuro;
  • A constatação de que a atividade de Planejamento exercida pelos órgãos públicos de transportes e turismo são ainda pouco integradas, seja no nível municipal, estadual ou federal, para responder aos desafios de desenvolvimento da mobilidade urbana e turística através de pesquisas e estudos prospectivos;
  • A necessidade de assegurar qualidade de vida para as comunidades urbanas com base no processo de planejamento de longo prazo que permita a seleção e a adoção de políticas públicas acertadas;
  • A constatação de que a integração necessária entre os diversos aspectos da atividade produtiva e de lazer das regiões urbanas – meio ambiente, uso e ocupação espacial, sistemas de transporte, estrutura social, desenvolvimento econômico, atividades turísticas e outros – só poderá ser realizada se ocorrer dentro de um processo efetivo de planejamento integrado e de longo prazo; e
  • O reconhecimento das incertezas do futuro, das limitações das abordagens tradicionais de planejamento na busca de soluções para os problemas de transporte e turismo, assumindo-se que o que vem ocorrendo na prática são soluções contingenciais e temporárias.